Quinta-feira, 15 de Março, 2012

Mais tarde o meu pai comprou uma casa no bairro do Casseque onde montou uma mercearia, aí viviam muitos madeirenses que se dedicavam à actividade piscatória, pescavam sobretudo o atum, de vez em quando traziam-nos um atum inteiro, era uma fartura.

Antes de irem para o mar abasteciam as traineiras lá na loja, pois ficavam muito tempo no mar.

Assim fui crescendo e quando casei, também a minha vida não foi fácil, o meu marido que era funcionário da Câmara Municipal de Benguela e também não ganhava muito.

Começaram a chegar os filhos um logo após o outro, quando esperava o sétimo filho o meu marido sofreu um acidente, o médico disse-me que ele ficaria impossibilitado de trabalhar, por isso ainda grávida concorri para os serviços de saúde, fiquei colocada no Hospital Central de Benguela na parte administrativa, lembro-me de ajudar os médicos na consulta, fazendo depois a estatística das doenças, conforme a idade e etnia, até que se deu o 25 de Abril

publicado por Renato Costa às 12:16

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