Quinta-feira, 15 de Março, 2012

Começamos a pensar no regresso à Madeira, apenas eu e os meus filhos que já eram uns rapazinhos grandes e eu tinha medo de mos virem buscar para a guerra como eu já via alguns da mesma idade com armas na mão. O meu marido que nasceu em Angola, nem queria pensar no assunto.

O meu filho mais velho acabou por ir junto com um cunhado meu numa caravana para a África do Sul, onde ainda lá se encontra e eu acabei por vir junto com os outros seis filhos para a Madeira, ficando lá o meu marido.

Mas não ficou lá muito tempo, logo após a independência de Angola ele veio ter comigo, não trazia nada, apenas o que trazia vestido, enfim uma grande tristeza, mas ainda dei Graças a Deus por ele ter chegado com vida.

A vida ao princípio não foi nada fácil, depois lá consegui arranjar trabalho, fui colocada pelo Quadro Geral de Adidos na Escola  da Achada que nessa altura era anexo da Escola Secundária Gonçalves Zarco, que mais tarde veio a tornar-se independente e passou a chamar-se Escola Preparatória da Achada.

Mais tarde tivemos que deixar aquele edifício que foi deixado à Cruz Vermelha, viemos para a Madalenaem Santo António, que mais tarde passou a chamar-se Escola Básica de Santo António, e aí trabalhei até a minha aposentação.

Entretanto como não tinha conseguido trazer de Angola as minhas habilitações, matriculei-me no Liceu à noite onde frequentei as Unidades Capitalizáveis, para poder continuar a exercer a minha actividade profissional nos Serviços Administrativos. Quando terminei o Curso Geral Liceal, pude enfim progredir na minha Carreira.

publicado por Renato Costa às 12:16

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